quarta-feira, 28 de abril de 2010

Top BLOCKBUSTERS 2010

Como é de praxe, abaixo seguem os principais concorrentes a maiores bilheterias do ano. Os esperadíssimos filmes de verão, que , mais uma vez, dividem-se praticmante entre seqüencias e/ou adaptações de histórias em quadrinhos e vídeo-games. Falta de criatividade ou oportunismo da indústria cinematográfica? Este é um ponto a ser discutido (e redescutido, e redescutido) em outra oportunidade. Por enquanto, confiram a lista, algumas informações e os trailers dos filmes que prometem (ou não) arrassarem nas bilheterias do mundo inteiro.

1. HOMEM DE FERRO 2 (Iron Man 2). Estréia: 30 de abril (Brasil) / 7 de maio (EUA).


Seqüencia da adaptação dos quadrinhos da Marvel Comics e grande sucesso de público e crítica em 2008. Grande candidato a recordista de bilheteria do ano e um dos filmes mais esperados da temporada.

Elenco: Robert Downey Jr. (de Sherlock Holmes), Gwyneth Paltrow (de Amantes), Don Cheadle (de Hotel Ruanda), Scarlett Johanson (de Vicky Christina Barcelona), Mickey Rourke (de O Lutador) e Sam Rockwell (de Choke).

Ficha Técnica:
Título original
:Iron Man 2
Gênero
:Aventura
Site oficial
:http://www.ironmanmovie.com
Estúdio
:Marvel Entertainment / Marvel Studios / Marvel Productions / Fairview Entertainment
Distribuidora
:Paramount Pictures / UIP
Direção
: Jon Favreau
Roteiro
:Justin Theroux, baseado nos quadrinhos de Stan Lee, Don Heck, Larry Lieber e Jack Kirby
Produção
:Kevin Feige
Música
:John Debney
Fotografia
:Matthew Libatique
Direção de arte
:Page Buckner, Michael E. Goldman e Suzan Wexler
Figurino
:Mary Zophres
Edição
:Dan Lebental e Richard Pearson
Efeitos especiais
:Industrial Light & Magic / Double Negative / Makeup Effects Laboratories / The Third Floor / Tinsley Transfers


TRAILER:


2. ROBIN HOOD. Estréia: 14 de maio (Brasil/EUA).


Mais uma parceria entre Ridley Scott e Russel Crowe (Gladiador, Um Ano Bom, O Gângster e Rede de Mentiras), dessa vez revisitando um dos personagens mais popularesdo mundo, num filme que parece apostar numa proposta mais realista do que as diversas outras versões cinematográficas já feitas.

Elenco: Russel Crowe (de Os Indomáveis), Cate Blanchett (de Não Estou Lá), Matthew Macfadyen (de Orgulho e Preconceito), Danny Huston (de 30 Dias de Noite), Kevin Durand (de X-Men Origens - Wolverine) e William Hurt (de O Incrível Hulk).

Ficha Técnica:
Título original:Robin Hood
Gênero:Aventura
Site oficial:http://www.robinhoodthemovie.com/
Estúdio:Universal Pictures | Imagine Entertainment | Relativity Media | Scott Free Productions
Distribuidora:Universal Pictures (EUA) | United International Pictures - UIP
Direção: Ridley Scott
Roteiro:Brian Helgeland, baseado em história de Brian Helgeland, Ethan Reiff e Cyrus Voris
Produção:Russell Crowe, Brian Grazer e Ridley Scott
Música:Marc Streitenfeld
Fotografia:John Mathieson
Direção de arte:David Allday, Ray Chan e Karen Wakefield
Figurino:Janty Yates
Edição:Pietro Scalia
Efeitos especiais:Centroid Motion Capture | Hammerhead Productions | Moving Picture Company | Lola Visual Effects | Plowman Craven & Associates


TRAILER:


3. SEX AND THE CITY 2. Estréia: 28 de maio (Brasil/EUA).


Continuação do grande sucesso de 2008, mais uma vez acompanhando as desventuras das quatro amigas e suas desilusões na Big Apple. Sucesso na TV, agora a Warner tenta criar uma franquia nos cinemas.

Elenco: Sarah Jessica Parker (de Armações do Amor), Kim Cantrall (de Loucademia de Polícia), Kristin Davis, Cynthia Nixon, Chris Noth, Penélope Cruz (de Amores Perdidos) e Miley Cirus (de Hannah Montana - O Filme).

Ficha Técnica:
Título original:Sex and the City 2
Gênero:Comédia Romântica
Estúdio:Warner Bros. Pictures
Distribuidora:Warner Bros. Pictures
Direção: Michael Patrick King
Roteiro:Michael Patrick King
Produção:Michael Patrick King, John P. Melfi, Sarah Jessica Parker e Darren Star
Fotografia:John Thomas
Direção de arte:Miguel López-Castillo e Marco Trentini
Figurino:Patricia Field, Paolo Nieddu, Jacqueline Oknaian, Jessica Replansky, Molly Rogers e Danny Santiago
Edição:Michael Berenbaum


TRAILER:


4. O PRÍNCIPE DA PÉRSIA - AS AREIAS DO TEMPO. Estréia: 28 de maio (Brasil/EUA).


Adaptação do famoso video-game, marca a nova tentativa do produtor Jerry Bruckheimer de iniciar uma franquia cinematográfica de sucesso, a exemplo de Piratas do Caribe. Dirigido pelo inglês Mike Newell (de Harry Potter e o Cálice de Fogo) e estrelado por Jake Gyllenhaal (de O Segredo de Brokeback Mountain), o filme aposta na aventura e nos efeitos visuais, a exemplo da já citada franquia "do Caribe".

Elenco: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton (de Quantum of Solace), Alfred Molina (de Homem-Aranha 2) e Ben Kingsley (de A Ilha do Medo).

Ficha Técnica:
Título original:Prince of Persia: The Sands of Time
Gênero:Aventura
Site oficial:http://adisney.go.com/disneypictures/princeofpersia/
Estúdio:Walt Disney Pictures / Jerry Bruckheimer Films
Distribuidora:Walt Disney Studios Motion Pictures / Buena Vista International
Direção: Mike Newell
Roteiro:Doug Miro e Carlo Bernard, baseado em história de Jordan Mechner e Boaz Yakin e em jogo de videogame criado por Jordan Mechner
Produção:Jerry Bruckheimer
Música:Harry Gregson-Williams
Fotografia:John Seale
Direção de arte:Maria-Teresa Barbasso, Robert Cowper, David Doran, Gary Freeman, Marc Homes, Jonathan McKinstry, Stuart Rose, Alessandro Santucci, Tino Schaedler, Mark Swain, Luca Tranchino, Marco Trentini e Su Whitaker
Figurino:Penny Rose
Edição:Mick Audsley e Martin Walsh
Efeitos especiais:Double Negative / Cinesite / FB-FX / Lipsync Post / Moving Picture Company / Nvizible / Plowman Craven & Associates


TRAILER:


5. TOY STORY 3. Estréia: 18 de junho (EUA) / 25 de junho (Brasil).


Muitíssimo esperada seqüencia de uma das maiores animações da história do cinema, dessa vez com o acrécimo do sistema 3D.

Elenco (vozes): Tom Hanks (de Jogos do Poder), Tim Allen (de Motoqueiros Selvagens), Michael Keaton (de Vozes do Além), Joan Cusack (de Ensinando a Viver), R. Lee Ermey (de Nascido Para Matar), Timothy Dalton (de Chumbo Grosso) e Whoopi Goldberg (de A Cor Púrpura).

Ficha Técnica:
Título original:Toy Story 3
Gênero:Animação
Estúdio:Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Distribuidora:Walt Disney Studios Motion Pictures
Direção: Lee Unkrich
Roteiro:Michael Arndt
Produção:Darla K. Anderson
Música:Randy Newman


TRAILER:

Legendado


Dublado

6. A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE. Estréia: 30 de junho (Brasil /EUA).


Terceira parte de um dos maiores fenômenos juvenis (e femininos, em sua grande parte) da atualidade. Adaptação do romance Eclipse, que acompanha o romance e os dilemas de um triângulo amoroso entre uma adolescente, um vampiro e um lobisomem.

Elenco: Kristen Stewart (de Na Natureza Selvagem), Robert Pattinson (de Lembranças), Taylor Lautner (de Shark Boy e Lavagirl), Billy Burke, Nikki Reed, Dakota Fanning (de A Menina e o Porquinho), Bryce Dallas Howard (de A Dama na Água), Anna Kendrick (de Amor Sem Escalas), Catalina Sandino Moreno (de Che) e Michael Sheen (de Frost/Nixon).

Ficha Técnica:
Título original:The Twilight Saga: Eclipse
Gênero:Romance
Estúdio:Summit Entertainment / Imprint Entertainment
Distribuidora:Summit Entertainment / Paris Filmes
Direção: David Slade
Roteiro:Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer
Produção:Wyck Godfrey, Greg Mooradian e Karen Rosenfelt
Música:Howard Shore
Fotografia:Javier Aguirresarobe
Direção de arte:Catherine Ircha e Jeremy Stanbridge
Figurino:Tish Monaghan
Edição:Art Jones
Efeitos especiais:Image Engine Design / Tippett Studio / Lola Visual Effects / Proof


TRAILER:


7. SHREK PARA SEMPRE 3D. Estréia: 21 de maio (EUA) / 9 de julho (BRA).


Quarta e, provavelmente, último capítulo da saga do orgo Shrek nos cinemas. Como Toy Story, este lançamento aposta nos recursos de 3D para chamar a atençaõ do público.

Elenco (vozes): Mike Myers (de O Guru do Amor), Eddie Murphy (de Dreamgirls), Cameron Diaz (de A Caixa) e Antonio Banderas (de Jogo Entre Ladrões).

Ficha Técnica:
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Gênero: Animação
Origem: EUA
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Mike Mitchell,
Produção: Tim Sullivan, Josh Klausner


TRAILER:

Legendado


Dublado

8. O ÚLTIMO MESTRE DO AR. Estréia: 2 de julho (EUA) / 23 de julho (BRA).


Primeira incursão do cineasta indiano M. Night Shyamaln (de O Sexto Sentido e Sinais) num projeto que não foi escrito por ele. Este filme é uma adaptação de um desenho animado do canal Nickelodeon, famoso em diversos países, inclusive no Brasil.

Elenco: Noah Ringer, Nicole Peltz, Jackson Rathbone, Dev Patel (de Quem Quer Ser um Milionário?), Aasif Mandvi, Shaun Toub e Cliff Curtis.

Ficha Técnica:
Título Original: The Last Airbender
Gênero: Aventura
Direção:M. Night Shyamalan
Roteiro:M. Night Shyamalan, Michael Dante, Vincent DiMartino
Produtores:Bryan Konietzko, Frank Marshall, Jose L. Rodriguez, Kathleen Kennedy, M. Night Shyamalan, Michael Dante DiMartino, Sam Mercer, Scott Aversano


TRAILER:

terça-feira, 27 de abril de 2010

CINEMA: Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010 / EUA)



SINOPSE:


Alice (Mia Wasikowska) é uma jovem de 17 anos que passa a seguir um coelho branco apressado, que sempre olha no relógio. Ela entra em um buraco que a leva ao País das Maravilhas, um local onde esteve há dez anos apesar de nada se lembrar dele. Lá ela é recepcionada pelo Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) e passa a lidar com seres fantásticos e mágicos, além da ira da poderosa Rainha de Copas (Helena Bonham Carter).

IMPRESSÕES:

Sempre fui fã do trabalho do diretor Tim Burton (A Fantástica Fábrica de Chocolate). Desde seus dois filmes do Batman, passando por Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, até mesmo seu tão criticado remake de O Planeta dos Macacos e o frio Sweeney Todd, aprecio bastante estes e outros trabalhos do realizador norte-americano, principalmente por sua marca registrada: o jeito peculiar de criar mundos, sua brilhante e criativa direção de arte. Os filmes de Burton são feitos de belíssimas imagens surreais, porém com características palpáveis, que envolvem o espectador. Contudo, eis que Burton decide comandar mais uma adaptação da classíca obra de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas e, o que tinha tudo para ser um casamento perfeito (loucura literária e apelo visual nas mãos de Burton? Perfeito, não?) na verdade se mostrou com um dos raros (talvez o maior) enganos na carreira desde imagético diretor de cinema.

Quando as primeiras imagens na adaptação de Alice foram disponibilizadas na Internet, confesso que fiquei extremamente empolgado. As figuras surreais presentes na obra de Carroll pareciam ter sido levadas ao extremo da estranheza, e a espera pelo lançamento do filme crescia cada vez mais. Com um elenco repleto de grandes atores e atrizes (Johnny Depp (companheiro habitual de Burton), Helena Bonham-Carter (esposa de Burton), Anne Hathaway, Crispin Glover (o eterno pai de Marty McFly, em De Volta para o Futuro), além das marcantes vozes de Alan Rickman, Christopher Lee, Stephen Fry, dentre outros, e a divulgação de que o filme seria exibido em 3D alimentaram ainda mais a expectativa de uma viagem marcante do espectador por um mundo louco, porém maravilhoso. Até as obras de Carrol (Alice no País das Maravilhas e Alice no Páis do Espelho) eu li, para que a minha imersão nesse mundo mágico fosse a experiência mais completa possível.

Contudo, infelizmente minha expectativa não foi satisfeita. O longa comandado por Burton é pequeno e insignificante comparado a obra original (e até mesmo ao desenho animado produzido pela mesma Disney que bancou esta adaptação, nos distantes anos 1950). Com atuações forçadas e sem apelo nem carisma (Depp e a protagonista, Mia Wasikowska não envolvem o espectador, não parecem viver aquele mundo), Alice no País das Maravilhas não convence ao apresentar esse mundo fantástico, que possui um belo visual e uma direção de arte belíssima (fato recorrente nos trabalhos do diretor) que remete a pinturas a óleo, porém sem mobilidade, já que o espectador fica com uma melhor impressão através das fotos disponibilizadas durante a divulgação do longa, do que com as imagens em movimento presentes no filme em si. Os efeitos visuais também comprometem demais a fixação imagética do filme no espectador, onde apesar de toda a estilização procurada para chocar o espectador, a dinâmica dos efeitos ficam aquém dos recursos tecnológicos disponíveis hoje no que se refere a criação e manipulação de efeitos visuais (não dá nem para comparar ao brilhante Avatar).

E, se no aspecto visual (sempre um grande trunfo de Burton) o filme não convence, o que dizer da total falta de estrutura dramática e de uma narratiza no longa? Ao contrário do clássico de Carroll, esta adaptação de Alice no País das Maravilhas não trabalha de forma eficaz os contrapontos e questionamentos apontados no livro, como as tão presentes charadas e enigmas, além das canções, poemas e demais intervenções inter-textuais presentes na obra literária. O longa roteirizado por Linda Woolverton é raso e causa um ínfimo impcato no expecator. Sendo assim, o que dizer de um filme que depende do visual para levar o espectador a este mundo, mas é infeliz em sua missão. Depende da qualidade narrativa para manter o espectador neste mundo, contudo não consegue cumprir essa missão. Infelizmente, um dos raros momentos de pouca inspiração de Burton e equipe. Talvez seja hora do diretor rever alguns conceitos, tentar uma reciclagem ou até mesmo optar por desenvolver um filme baseado em um argumento próprio, como no caso de Edward Mãos de Tesoura. Há rumores de que um possível novo projeto de Burton seja a adaptação de um curta de sua autoria, Frankweenie, como um longa metrage. Caso esta informação seja verdadeira, pode ser que dê um respiro a carreira do inentivo e autoral diretor. Quanto a Alice, em resumo, uma decepção. Um conselho? Procure ler os livros e viaje na narrativa e nas imagens que serão formadas em sua cabeça. Provavelmente nela as imagens serão mais palpáveis do que as apresentada por Burton.

Obs.: É válido dizer que assisti a uma cópia dublada e em 2D, porém creio que isto não contribui em nada para esta avaliação um tanto quanto negativa do filme.

Elenco: Johnny Depp, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Anne Hathaway, Michael Sheen, Alan Rickman, Stephen Fry e Christopher Lee.

Ficha Técnica:
Título original
:Alice in Wonderland
Gênero
:Aventura
Duração
:108 min
Ano de lançamento
:2010
Site oficial
:http://disney.go.com/disneypictures/aliceinwonderland/
Estúdio
:Walt Disney Pictures / Tim Burton Productions / Roth Films / Team Todd / The Zanuck Company
Distribuidora
:Buena Vista International
Direção
: Tim Burton
Roteiro:Linda Woolverton, baseado em romance de Lewis Carroll
Produção
:Tim Burton, Joe Roth, Jennifer Todd, Suzanne Todd e Richard D. Zanuck
Música
:Danny Elfman
Fotografia
:Dariusz Wolski
Direção de arte
:Tim Browning, Todd Cherniawsky, Andrew L. Jones, Mike Stassi e Christina Ann Wilson
Figurino
:Colleen Atwood
Edição
:Chris Lebenzon
Efeitos especiais
:Sony Pictures Imageworks / Svengali Visual Effects / Plowman Craven & Associates / CafeFX / Matte World Digital


Trailers:

Legendado



Dublado

quinta-feira, 4 de março de 2010

DVD: A Órfã (Orphan, 2009 / EUA)


SINOPSE:


Kate (Vera Farmiga) e John Coleman (Peter Sarsgaard) ficam arrasados devido a um trágico aborto. Apesar de já ter dois filhos, Daniel (Jimmy Bennett) e a surda muda Maxime (Aryana Engineer), o casal decide adotar uma criança. Durante uma visita a um orfanato, os dois se encantam pela pequena Esther (Isabelle Fuhrman) de nove anos e optam rapidamente por sua adoção. O que eles não sabiam é que estranhos acontecimentos fazem parte do histórico da menina que passa a se tornar, dia após dia, mais misteriosa. Intrigada, Kate desconfia que Esther não é quem aparenta ser, mas devido ao seu passado de alcoolismo tem dificuldades de provar sua teoria.


IMPRESSÕES:

Uma ótima surpresa este novo trabalho do diretor Jaume Collet-Serra (do slasher A Casa de Cera). Este suspense familiar, com uma pegada de filme selecionado para passar no Super Cine, envolve e causa impacto devido à uma característica muitas vezes inexistentes nos tantos longas do gênero lançados a toque de caixa por Hollywood: o drama pessoal. Tanto quanto os sustos e o clima tenso, A Órfã aposta na construção do cotidiano da família que decide adotar uma criança, na tentativa de substituir uma criança que já não faz mais parte dela. O casal que decide por adotar a criança (que já é bem crescidinha e é interpretada com impacto e desenvoltura por Isabelle Fuhrman), vividos por Vera Farmiga (de Os Infiltrados) e Peter Saarsgard (de Educação), junto a seus dois filhos de “sangue” passam por momentos complicados no casamento e, o acréscimo de mais uma pessoa a estrutura dessa família ameaça destruir o pouco de harmoniza que ainda imperava nesta família.


Apesar de alguns clichês no seu ato final, A Órfã é um trabalho bastante eficiente no que se contrapõe que, apesar dos excessos tão conhecidos do gênero (além de suas reviravoltas geralmente inverossímeis), ganha força devido ao balanço entre o suspense e o drama, que permite que o espectador se importe e se envolva com os acontecimentos vividos pelos personagens, além do ótimo elenco que, apesar de não contar com nenhum grande astro, transparece talento e afinco pelo projeto. Com certeza o melhor trabalho da produtora Dark Castle (de títulos como Na Companhia do Medo, Navio Fantasma, dentre outros), que neste longa aposta na versatilidade e, felizmente, dá um tempo nas já tão saturadas histórias sobre possessão e espíritos assassinos à lá O Chamado, O Grito e congêneres.


EXTRAS:


O filme conta apenas com algumas cenas cortadas da edição final como material extra, além de um final alternativo bem fraquinho.


NOTA: 7.


Ficha Técnica:

Título original:Orphan

Gênero:Terror

Duração:02 hs 03 min

Ano de lançamento:2009

Site oficial:http://orphan-movie.warnerbros.com/

Estúdio:Warner Bros. Pictures / Dark Castle Entertainment / Appian Way / Studio Babelsberg Motion Pictures / Studio Canal / DCP Orphan Productions / Don Carmody Productions

Distribuidora:Warner Bros. Pictures

Direção: Jaume Collet-Serra

Roteiro:David Johnson, baseado em estória de Alex Mace

Produção:Susan Downey, Leonardo DiCaprio, Jennifer Davisson Killoran e Joel Silver

Música:John Ottman

Fotografia:Jeff Cutter

Direção de arte:Patrick Banister e Pierre Perault

Figurino:Antoinette Messam

Edição:Timothy Alverson

Efeitos especiais:Lola Visual Effects / Hybride Technologies / Image Engine Design / Prologue Films / Pacific Title and Art Studio


Trailer:


domingo, 10 de janeiro de 2010

ESPECIAL: Os Melhores e os Piores filmes de 2009

Não saberia afirmar com toda a certeza se 2009 foi um ano melhor do que 2008 no mundo do cinema. Ambos os anos (apesar da crise dos roteiristas de Hollywood, entre 2007 e 2008) apresentaram grandes lançamentos, grandes novidades e, como não poderia deixar de ser, grandes fracassos e lixos. Talvez 2009 tenha tido sorte devido à pluraridade de gêneros que dominaram os charts de bilheteria mundial, contudo também foi um ano de fracassos anunciados e surpresas negativas. Segue abaixo, em ordem de importânica, os melhores filmes do ano, na minha opinião. Alguns nomes, como O Lutador e Frost/Nixon, originalmente lançados em 2008, estão presentes na lista devido a estes só tirem sido lançados no mercado nacional e, portanto, vistos por mim no ano de 2009. A seguir, apresento pior blockbuster (ou pretenso blockbuster) do ano, seguido da maior decepção do ano e finalizo com a pior seqüencia (que já é praticamente um gênero do cinema americano) do ano. Foi bastante trabalhoso elaborar todos os textos e, acho que devidoà extensão de todo o material pode ser descontado o período de um mês sem atualizações no blog. Pois bem, vamos aos melhores filmes do ano passado, que, é válido frisar, não estão em ordem de preferência (adotei a genérica e conhecida ordem alfabética). Com vocês, os meus destaques do ano de 2009:

- AVATAR, de James Cameron.

Um passeio para outra realidade. O deslumbramento com um universo novo e tangível. A ilusão de entrar na tela de cinema e ultrapassar a linha entre a realidade e a ficção, entre o possível e o impossível, entre o concreto e o abstrato. A comprovação de que através do cinema o homem pode ser levado para qualquer pode ser levado para qualquer destino, até mesmo àqueles que na verdade não existem. Nem todos os filmes provocam tais efeitos nos espectadores, muito menos se forem analisados os longas dos últimos cinco anos. Contudo, esta nova obra de James Cameron, o visionário diretor do filme de maior sucesso de público da história do cinema, Titanic, além de realizador de títulos ímpares do cinema moderno, como os dois primeiros episódios de "O Exterminador do Futuro", o segundo capítulo da série Alien, intitulado "Aliens - O Resgate", além dos "menores "O Segredo do Abismo" e "True Lies", conseguiu transpor estes limites ao apresentar neste novo trabalho, intitulado Avatar, um mundo completamente novo, possuidor de espécies naturais próprias (fauna e flora complexas, geografia única etc) e, mais importante ainda, de uma concepção estrutural incrivelmente crível, com a exploração de dialetos e manifestações culturais (importantíssimo para que a ilusão de "real" de Avatar possa vir a ser concretizada), por parte dos Na'vi, por exemplo, que é como é definida a raça humanoide que reside na lua de Pandora, espaço este onde a trama do filme é desenvolvida, e que é o destaque do filme. Simplesmente fascinante.

Com toda a certeza, eu, como espectador de cinema, como consumidor desta arte, não sentia tamanha imersão dentro de um universo que não fosse o meu, ou seja, completamente ficcional (tanto por ser cinema, quanto pela conceitualização da idéia), desde o final da trilogia "O Senhor dos Anéis" (aliás, talvez desde o remake de "Kink Kong", de 2005 - coincidentemente do realizador da trilogia do anel, Peter Jackson). Avatar, com toda a sua complexidade conceitual e, além disso, com o seu tratamento visual inacreditavelmente deslumbrante (infelizmente não tive a oportunidade de visualizar o longa através da tecnologia 3D - o filme foi construído pensando nesta plataforma -; com certeza a experiência seria exponencialmente amplificada) pode ser considerado como o ponto de partida (apesar alguns títulos o terem precedido) de uma nova dimensão na maneira de se conceber filmes. Fico aqui apenas vislumbrando como seria fascinante acompanhar Avatar numa sala de cinema I-Max com tecnologia 3D. É de ficar banbando...

Quanto ao enredo de Avatar, este não apresenta muitas novidades. A trama é até certo ponto simples, tanto em sua concepação narrativa, quanto em conteúdo e carrega uma paráfrase acerca da contínua exploração humana dos recursos naturais e pela natureza em geral (incluem-se aí a escravidão e/ou a exploração territorial, à semelhança das grandes navegações do século XV). Na verdade, a trama de Avatar nada mais é do que uma recontextualização da lenda de Pocahontas, anexada a conceitos modernos de sustentabilidade e preceitos espirituais, resultando assim num pensamento filosófico simples, direto, porém impactante, apesar de nada original, tanto em concepção, quanto em forma, como já fora destacado.

Por fim, trama simples e eficiente. Conteúdo de questionamento, atual e importante. Concepção artística e visual perfeitas. Montagem ascendente, que não segura imagens ou informações do espectador além do tempo necessário, mas sim o conquista. Entretenimento pensante, sem deixar de entreter (dã). Filme mais caro do ano (quiçá da história) e, apesar de estar em cartaz a pouco mais de três semanas, já detém o posto de segundo lugar dentre as maiores bilheterias da história do cinema (advinha de quem é a primeira posição). Prováveis indicações à prêmios à vista (o Globo de Ouro já fez a sua parte) e uma seqüência praticamente certa. entre altos e baixos, tropeços e sucessos, o cinema popular caminha, apesar dos percalços e crises criativas, rumo a um novo caminho e, felizmente ou não, quer se concorde ou não, Avatar ajudou a mostrar esta direção de futuro e já deu o primeiro passo. Que venha a seqüência, pois Mr. Cameron com certeza terá por objetivo quebrar mais um paradigma. O cinema e, por que não, o mundo do entretenimento, agradece. O mundo apresentado em Avatar é real!

Avatar. De James Cameron. Com Sam Worthington, Zöe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez e Giovanni Ribisi. Twentieth Century Fox. 166 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=-8l_Z11sxyY

- Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino.

É incrível como o tema II Guerra Mundial continua inspirando a indústria de entretenimento, vide o lançamento em massa de livros, revistas e documentários, em especial o cinema, visto os diversos filmes lançados que abraçaram esta temática nos últimos anos, sejam emotivos como "O Resgate do Soldado Ryan", sejam reflexivos como "Além da Linha Vermelha", ou até mesmo questionadores e comparativos, como a dupla "A Conquista da Honra" e "Cartas de Iwo Jima" e polêmicos como "Milagre em Sta. Anna". Contudo, apesar de alguns focos difusos serem apresentados (vide justamente dramas como "O Pianista", "O Leitor" e "Um Homem Bom"), em sua maior parte das produções que retratam a grande guerra não apresentam novas interpretações, novas amostragens estéticas, outras visões sobre tão famoso episódio da tragédia humana.

Entretanto, dentre esta vastidão de títulos, alguns se sobressaem pelo seu foco diferenciado, pela estilização do episódio sem que este perca sua principal conotação: a tragédia. E, entre os que obtiveram êxito estão títulos como "O Grande Ditador", de Chaplin e "A Vida é Bela", de Benigni, até que chegamos ao lançamento deste que já é considerado por boa parte dos críticos e do público (é a maior bilheteria do cineasta até hoje) como um dos melhores trabalhos do diretor Quentin Tarantino (de Pulp Fiction - Tempos de Violênica e Kill Bill): o inusitado e divertido Bastardos Inglórios.

Se você deseja conhecer um pouco sobre a trama do longa, basta acessar este link para visualizar uma crítica do filme, pois o enfoque deste texto é apenas tentar explicitar em poucas linhas o por que das qualidades desse trabalho ímpar de Tarantino. À começar pela inventividade absurda da trama, que apresenta uma trupe de soldados norte-americanos judeus que, sob a batuta do tendente vivido pelo extremamente à vontade Brad Pitt (de O Curioso Caso de Benjamin Button), partem Europa à fora escalpelando alemães nazistas, marcando-os com faca uma suástica no centro da testa e/ou os matando à porradas de bastão de beiseball (é vero). O que dizer também da construção do personagem Hans Landa, coronel alemão excepcionalmente concebido pelo até então deconhecido Christopher Waltz (cotadíssimo para levar o prêmio de melhor ator-coadjuvante no Globo de Ouro e, quiçá do Oscar), que mostra um nazista incrivelmente inteligente, sagaz e erudito, um poliglota que, ao contrário do estereótipo de rigidez bruta, grossura e, de certa forma, estupidez e maldade que a maioria dos personagens nazistas recebem no cinema (em destaque o norte-americano, óbvio), apresenta-se como um homem bastante culto e extremamente simpático, quebrando assim o paradigma da maldade desnatural e "inumana" atribuída aos soldados do regime nazista em geral, apesar de com toda a certeza carregar consigo a indubitável missão de conquista e extermínio tão conhecida por todos.

Estes foram apenas dois dos váeios aspectos que podem ser apontados como diferenciais positivos neste exímio trabalho de Tarantino que, apesar de mexer com um tema extremamente tenso e delicado (e conhecido também), o faz de maneira particular e, por que não dizer, autoral, já que este sente-se totalmente a vontade para alterar diversos fatos e situações "históricas" para que sua estória ganhe em dinamicidade e clímax. Tecnicamente perfeito e com diversas passagens que buscam homenagear o próprio cinema - aspceto este recorrente na obra do autor, Bastardos Inglórios já pode ser considerado um dos melhores trabalhos de Tarantino, podendo assim completar a trindade junto à "Cães de Aluguel" e "Pulp Fiction - Tempos de Violência" e passando por cima dos bons, porém não mais que isso "Kill Bill". Alugue já...

Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds). De Quentin Tarantino. Com Brad Pitt, Christopher Waltz, Eli Roth, Mélanie Laurent, Michael Fassbender, Diane Krueger, Daniel Brhül e Til Schweiger. Universal Pictures. 153 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=gt7m1LDlOl8

- Intrigas de Estado, de Kevin MacDonald.

Versão cinematográfica de uma premiada mini-série inglesa, Intrigas de Estado é um thriller dramático de primeira qualidade, estrelado por astros (astros atores/atrizes, não confundir com os astros "apenas pelos rostos" tão em voga no cinema atual) do naipe de Russel Crowe e Helen Mirren (ambos já vencedores do Oscar), Ben Affleck e Rachel McAdams e dirigido com primor e classe pelo indicado ao Oscar Kevin MacDonald (pelo documentário One Day in September, em 2000), que enfoca o cotidiano de um jornal, em especial a relação entre um jornalista e um senador, velhos amigos desde os tempos de infância, que se vêem entrelaçados numa trama de conspiração complexa, devido ao suposto envolvimento deste último com sua secretária, que acabara de ser assassinada. A premissa do longa reúne dilemas éticos e morais, complôs políticos, lobbies por parte de grandes corporações, além de temas mais humanos, como os limites entre amizade e responsabilidade profissional.

Confesso que desde títulos como "O Informante", de 1999 e "Leões e Cordeiros", de 2005, que não assistia a um thriller político tão interessante e bem-elaborado quanto este Intrigas de Estado. Bastante convincente e possuidor de uma edição que mantém o espectador sempre atento e curioso, além de tentar ao máximo dar espaço aos diversos (e importantes) personagens que recheiam a trama, que apresenta pontas de outros grandes talentos do cinema em pequenas pontas, como Jeff Daniels, Jason Bateman e Robin Wright.

Apesar da qualidade acima da média, devido à sua produção ter sido um tanto quanto conturbada (o elenco mudara diversas vezes durante a pré-produção do longa) e sua estréia ter sido no começo do ano de 2009, Intrigas de Estado provavelmente não será lembrado pela Academia para alguma indicação ao Oscar (vide o conhecido pré-Oscar, o Globo de Ouro, não tê-lo indicado em nenhuma categoria). No entanto, apesar de provavelmente não vir a ser um filme altamente premiado, Intrigas de Estado é um filme que merece ser visto e redescoberto em DVD, visto que, para completar, o longa não teve um desempenho espetacular nos cinemas mundo à fora. Mais informações sobre o filme estão disponíveis neste link.

Intrigas de Estado (State of Play). De Kevin MacDonald. Com Russel Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright, Viola Davis e Jeff Daniels. Universal Pictures. 127 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=UJ2OpcUwdjc

- Presságio, de Alex Proyas.

Filme catástrofe que enfoca mais uma vez o possível fim do mundo e, conseqüentemente, a extinção da humanidade, Presságio diferencia-se dos outros longas por, a exemplo do excepcional "O Nevoeiro", de Frank Darabont (baseado em obra do popular Stephen King), apostar na crueza do que seria o fim dos tempos, apresentando uma narrativa complexa, porém dinâmica, que mistura leituras e aspectos científicos à questões dogmáticas de âmbito exotérico e religioso, formando assim um painel bastante interessante de teorias sobre aleatoriedade e determinismo, sem deixar de focar nas seqüências de ação (a cena da queda de um avião é no mínimo espetacular), no drama dos personagens principais (onde até Nicolas Cage não compromete, apesar de insistir tanto no corte de cabelo estranho, quanto na interpretação à lá tonto desligado que carrega dos últimos anos) e, principalmente no clima de mistério, fazendo deste Presságio um dos melhores títulos do gênero sci-fi (com toques de thriller) dos últimos anos.

Contudo, parte da crítica torceu o nariz para esta pequena grande obra do egípcio Alex Proyas, diretor de "Eu, Robô" e "O Corvo", classificando-o como um filme B em pleno espaço hollywoodiano. Quanto ao público, o filme não fez feio e, tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil, deteve um razoável número de espectadores. Quanto ao clima de filme B, pode até ser verdade, no entanto acredito que foi feito de maneira proposital, ao contrário de alguns pretenciosos blockbusters, que são vendidos como obras gigantescas e monumentais e são tão ou mais B do que qualquer sci-fi dos anos 50 (vide o recente remake de "O Dia em Que a Terra Parou", estrelado por Keanu Reeves, que não é o pior dos filmes, mas não deixa de carregar uma aura B), Presságio é um interessante registro estético e possuidor de uma narrativa bem construída e interessante, dando uma surra em diversos filmes que enfocam o tom de mistério em seu enredo, independentemente do gênero, como títulos como "Fim dos Tempos" (de M. Night Shyamalan) e "O Código Da Vinci" (de Ron Howard).

Ficação-científica? Suspense? Drama? Presságio não detém um gênero específico. Apresenta estes e outros mais, sem perder o foco principal: apresentar uma trama ficcional repleta de referências científicas e religiosas de maneira crível. Quer ver um ponto de vista crítico? Aqui está.

Presságio (Knowing). De Alex Proyas. Com Nicolas Cage, Rose Byrne, Chandler Canterburry e Lara Robinson. Summit Entertainment / Paris Filmes. 122 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=KgRPpoqFR4w

- Se Beber, Não Case
, de Todd Phillips.

O gênero comédia nunca foi um dos meus preferidos. Contudo, desde a "invasão" dos filmes escritos, dirigidos e/ou produzidos por Judd Apatow e Evan Goldberg na minha vida, passei a acompanhar mais atentamente alguns lançamentos (e clássicos, por que não) do gênero. Porém, apesar do ligeiro entusiasmo com a "descoberta" da comédia como uma opção válida de entretenimento de qualidade, com certeza nunca havia apontado um título do gênero entre os melhores filmes do ano, por exemplo. No entanto, isso mudou após conferir Se Beber, Não Case, quarto trabalho do até então pouco conhecido realizador Todd Phillips (de Dias Incríveis), sucesso absurdo de bilheteria nos cinemas do mundo inteiro e, com toda a certeza, o filme mais engraçado do ano.

Apresentando um elenco um tanto quanto desconhecido do grande público, contudo extremamente afiado e entrosado e um roteiro bastante simples, porém absurdamente criativo, sem apelos desnecessários, que aposta no mistério para conquistar o espectador (isto mesmo, o que move a trama é a curiosidade sobre o mistério apresentado, fato quase que inédito numa comédia), além do fácil envolvimento do espectador para com o trio de protagonistas, que demonstram bastante carisma e conseguem passar emoção o bastante (ou seja, não são só as gags e piadas que envolvem o espectador), fazendo com que quem assista ao filme passe realmente a se importar com os personagens. Mais informações podem ser conferidas aqui.

Grande revelação do ano que, além de ter sido recebido com êxito por público e crítica, Se Beber, Não Case ainda angariou uma indicação ao Globo de Ouro, além de uma quase certa seqüência já estar em vias de entrar no forno. Em resumo, hilário como jamais visto antes. Talvez não seja para tanto, mas não deixa de ser hilário.

Se Beber, Não Case (Hangover). De Todd Phillips. Com Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha e Heather Graham. Warner Bros. 100 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=C3N9TjpvNsY

- Watchmen - O Filme
, de Zack Snyder.

Adaptação da Graphic Novel criada por Alan Moore (também autor de "Do Inferno", "A Liga Extraordinária", "V de Vingança" e do personagem Constantine, da publicação "Hellblazer" - todos já convertidos em película) e David Lloyd, Watchmen foi considerada uma das 100 maiores obras literárias de ficção do século XX, segundo a revista Times. Contudo, sua versão live-action não obteve, pelo menos no que tange ao apelo do público, tamanho sucesso, visto que em termos de arrecadação o filme ficou bastante aquém do esperado, faturando nos Estados Unidos pouco mais de $107,000,00 (mundialmente foram outros $183,000,00), resultado abaixo dos $138,000,00 gastos apenas na produção do mesmo. Entretano, com relação à crítica, Watchmen dividiu opiniões, sendo considerado tanto sublime quanto pretencioso por alguns analistas.

No entanto, o fato é que Watchmen é uma excelente adaptação cinematográfica, que condensa as 12 edições da Graphic Novel em pouco mais de 140 minutos, dando ênfase à caracterização dos personagens e à ambientação que evoca os anos tensos do período da Guerra Fria, num contexto ficcional onde existem super-heróis no mundo real (a crítica completa do filme pode ser lida aqui). Contudo, apesar do esmero da produção e da fidelidade com relação à obra original, o diretor Zack Snyder (Madrugada dos Mortos) abusa um pouco da estilização nas seqüências de ação do filme (ato este já executado no seu longa anterior, o bem mais sucedido financeiramente 300), fator este que tende a desfocar um pouco a atenção do espectador, que pode não atentar para o conteúdo da obra, tamanha a plasticidade visual de video-game que Watchmen carrega em determinados momentos; talvez uma filmagem mais conservadora (diga-se clássica) casaria melhor com o apelo da obra.

Por fim, excetuando este detalhe técnico, Watchmen é uma grande obra de entretenimento, que detém um conteúdo no âmbito de questionamento moral, político e social exemplar, além de um enredo e de um visual de encher os olhos do espectador. Entretanto, grande parte do público não compreendeu sua proposta e talvez a montagem um tanto quanto lenta (com a devida exceção às seqüências de ação) tenha sido um dos fatores prejudiciais ao sucesso de público do filme. Watchmen é sim um grande filme, uma ótima adaptação e merece ser redescoberto. Candidatíssimo a obra cult...

Watchmen - O Filme (Watchmen). De Zack Snyder. Com Jake Earle Haley, Patrick Wilson, Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode e Carla Cugino. Warner Bros. / Paramount. 163 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=nwrSgao6I4w

Outros destaques:

- Frost/Nixon, de Ron Howard.

Um dos cinco indicados a melhor filme no Oscar 2009, Frost/Nixon nada mais é do que um brilhante retrato de um debate entre feras da oração. Baseado em uma peça teatral, o longa de Ron Howard (Anjos e Demônios) apresenta um festival de interpretações, com minimalismos e trejeitos, sem que se entre no dramalhão barato. Michael Sheen (Anjos da Noite - A Evolução) e Frank Langella (Superman - O Retorno) vivem, respectivamente, os dois personagens título, um apresentador de programas de entretenimento e um dos mais conhecidos ex-presidentes norte-americanos, assombrado pelo escândalo Watergate. O debate em questão é o cerne do filme, que ganha muito mais do que um retrato fiel de um período, mas um exercício de linguagem e manipulação riquíssimos por parte dos intérpretes de Frost e Nixon.

Frost/Nixon. De Ron Howard. Com Michael Sheen, Frank Langella, Matthew McFayden e Oliver Platt. Universal Pictures. 122 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=Qh5ZvdBd7FU

- Gran Torino, de Clint Eastwood.

E não é que o velho Clint conseguiu mais uma vez? E, como no ano de 2007, em dose dupla. Além do ótimo "A Troca", estrelado por Angelina Jolie (Sr. e Sra. Smith), o veterano diretor também entregou este excelente drama intitulado Gran Torino. Voltando as telas como ator (ele não participava de um filme desde Menina de Ouro, de 2004), Eastwood entrega tanto uma trama de redenção (parece a pauta da vez) impecável, como uma interpretação bastante inspirada, de um veterano da guerra da Coréia que aprende a conviver com os novos vizinhos asiáticos, apesar de seu aparente preconceito e a maneira rude de se comportar. Um pequeno grande filme.


Gran Torino. De Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her e Brian Haley. Warner Bros. 117 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=Y_0088KD1_U

- O Lutador, de Darren Aronofsky.

Fantástico filme sobre superação, força de vontade e segundas chances, além de ser um painel bastante sincero e verdadeiro sobre a pequenez do homem perante a vida. Um verdadeiro ensaio filosófico, um filme humano que acompanha a decadência profissional de um lutador de luta livre, vivido com absurdo primor por Mickey Rourke (Sin City) e sua transcendência e redescoberta como homem, pai, amante etc. Darren Aronofsky (do também emocionante Fonte da Vida) cria um mágico painel num dos filmes mais emotivos do ano de 2008, que rendeu ao veterano Rourke o Globo de Ouro de melhor ator. O longa deteve diversas indicações à prêmios, incluindo aí o já citado Globo de Ouro, o Oscar e recebeu o prêmio de melhor filme do Festival de Veneza.

O Lutador (The Wrestler). De Darren Arronofsky. Com Mickey Rourke, Marisa Tomei e Evan Rachel Wood. Paris Filmes. 111 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=PvCPRebf_Uk

- Star Trek, de J. J. Abrams.

Nunca fui um trekker (mesmo sem conhecer o universo da série, a odiava quando criança), porém após assistir ao reboot comandado pelo atual midas da televisão norte-americana, J.J. Abrams (diretor de Missão Impossível III e co-criador de séries como Lost, Alias e Fringe) confesso que meu interesso pela série mudou. A aventura de ficção-científica Star Trek é brilhante. Como a maioria das criações de Abrams, tenta abraçar diversos gêneros de maneira criativa e sem soar piegas. Nesta nova versão de Trek temos aventura, ação, romance, comédia e, para abrilhantar ainda mais, efeitos visuais de tirar o fôlego (que, se não fosse por Avatar, apostaria em Star Trek para o prêmio de efeitos da Academia). A trama não é um mar de inspiração, mas não compromete e, como destaque, cabe colocar todo o elenco, que demonstra conhecer o universo com a palma da mão e entrega uma ficção bastante convincente, fazendo-me esquecer daquela trilogia "rival" que aportou nos cinemas no final da década de 90 e foi finalizada no meio desta. Que venham as seqüencias, pois Abrams conseguiu angariar mais um trekker!

Star Trek. De J.J. Abrams. Com Chris Pine, Zachary Quinto, Zöe Saldana, Karl Urban, Eric Bana, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Wynona Ryder, Bruce Greenwood e Leonard Nimoy. Paramount Pictures. 126 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=8SFHZnT--qo

- Up - Altas Aventuras, de Pete Docter.

Como superar "Wall -E", uma das melhores animações (e filmes) da história? Bem, a Pixar pode não ter superado, mas com certeza se equiparou novamente com esta aventura de um velhinho que não quis deixar um antigo sonho morrer e, ao se ver viúvo e, convenhamos, prestes a partir dessa para outra, decide viajar até um paraíso exótico, levando consigo sua casa presa à milhares de balões. Mas, o caminho do sr. Fredericksen não será nada fácil, pois além de ter que conviver com o garoto Russel (que acaba na empreitada meio que sem querer), ele deve enfrentar diversos percalços (tanto físicos, quanto psicológicos) até se sentir realizado. Up - Altas Aventuras é mais um daqueles filmes que te apresentam idéias, divertem, mas te fazem pensar e, principalmente, contemplar, em especial a vastidão e, principalmente, a eferemidade dos momentos e da vida como um todo. O agora e o amanhã, no final eles não parecem estar tão distantes assim.

Up - Altas Aventuras
(Up). De Pete Docter. Vozes (original): Edward Asner, Christopher Plummer, John Ratzenberger e Jordan Nagai. Disney / Pixar. 96 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ydmQXtfnnFY

Em breve, a relação com alguns dos piores lançamentos de 2009 (é texto que não acaba mais, ai minha santa aquerupita...!!!).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DVD: Amor à Segunda Vista (Two Weeks Notice, 2002 / EUA)


SINOPSE:

Lucy Kelson (Sandra Bullock) é a chefe do conselho da Wade Corporation, uma das principais empresas de Nova York, cujo dono é o multimilionário George Wade (Hugh Grant). Lucy é uma advogada brilhante, que tem problemas de úlcera e dorme muito pouco graças a Wade, que nada consegue fazer sem sua ajuda. Cansada de ser considerada mais uma babá do que uma advogada, Lucy decide pedir demissão de seu emprego. Porém Wade lhe avisa que apenas aceitará sua demissão caso ela encontre alguém que possa substituí-la à altura. É quando ela encontra a jovem e ambiciosa advogada June Carter (Alicia Witt), a quem passa a treinar para substituí-la no trabalho.

IMPRESSÕES:

Esta comédia romântica estrelada por Hugh Grant (Letra e Música) e Sandra Bullock (A Proposta) segue a cartilha básica dos romances, apresentando duas pessoas com características completamente distintas, que aos trancos e barrancos acabam se apaixonando, principalmente quando aprendem a respeitar e até mesmo a admirar as características ímpares um do outro. Contudo, apesar da premissa que envolve um ricaço do ramo imobiliário (Grant) e uma ativista, dedicada e proativa advogada (Bullock) a se apaixonarem ser um tanto quanto batida, o diretor Marc Lawrence (Letra e Música) trabalha o filme de maneira simpática, dando o devido espaço para que a química existente entre a dupla protagonista aflore e beire o impecável. Tanto Grant quanto Bullock estão extremamente a vontade com seus personagens e, dessa forma, deixam o filme rolar sem mais percalços, ajudando a contar, mais uma vez, aquela velha história de amor clássico, mas com charme e simplicidade, fazendo com que este não seja apenas mais um entre tantos filmes, mas sim uma boa lembrança para se guardar, nem que seja como uma terceira opção se tiver que exolher um filme para reassistir. Por fim, um entretenimento que não ofende mentes, nem impressiona. Simplesmente um filme OK. Comparando com tantas pragas que são constantemente lançadas, até que este longa de 2002 não faz feio. Uma boa pedida pra assistir num final de semana, entre aquele lançamento de ação e aquele clássico, e antes do filme de terror.

EXTRAS:

O material bonus do filme contém um documentário com pouco mais de 10 minutos de duração, além de cenas cortadas e erros de gravação. Tambén está disponível o trailer do filme e uma faixa de comentário em áudio (infelizmente, sem legendas em português).

NOTA: 6,5.

Elenco: Hugh Grant, Sandra Bullock, Alicia Witt, David Haig, Dana Ivey, Robert Klein e Donald Trump.

Ficha Técnica:
Título original
:Two Weeks Notice
Gênero
:Comédia Romântica
Duração
:100 min
Ano de lançamento
:2002
Estúdio
:Castle Rock Entertainment / Village Roadshow Productions / NPV Entertainment / Fortis Films
Distribuidora
:Warner Bros.
Direção
: Marc Lawrence
Roteiro
:Marc Lawrence
Produção
:Sandra Bullock
Música
:John Powell
Fotografia
:László Kovács
Direção de arte
:Ray Kluga
Figurino
:Gary Jones
Edição
:Susan E. Morse


Trailer:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CINEMA: Lua Nova (New Moon, 2009 / EUA)


SINOPSE:

Um incidente na festa de aniversário de Isabella "Bella" Swan (Kristen Stewart) faz com que Edward Cullen (Robert Pattinson) vá embora. Arrasada, Bella encontra consolo ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner). Aos poucos ela é atraída para o mundo dos lobisomens, ancestrais inimigos dos vampiros, e passa a ter sua lealdade testada. Quando descobre que a vida de Edward está em perigo, Bella corre contra o tempo para ajudá-lo no combate aos Volturi, um dos mais poderosos clãs de vampiros existentes.

IMPRESSÕES:

Orçamento dobrado. Maior promoção. Expectativa dos fãs a mil. Troca de comando (saiu a diretora Catherine Hardwick, entrou Chris Weitz). Mas, o questionamento é: com todo esse upgrade, a sequencia de Crepúsculo realmente mudou para melhor? Infelizmente a resposta é não. Apesar das sutis mudanças em alguns direcionamentos mal (beirando ao horrível) empregados no longa anterior, Lua Nova acaba errando em outros pontos, o que faz com que o filme não evolua a contento, sendo assim, de certa forma, um tremendo desperdício as novas novas atitudes tomadas pelos responsáveis pela produção do longa, artisticamente falando, já que Lua Nova já se tornou, a exemplo do capítulo anterior, uma febre de arrecadação. Resumindo: Lua Nova é tão bobo quanto Crepúsculo, apesar das "sutis" mudanças, como a exposição de torax malhados por parte dos indígenas, dentre outros detalhes.

Quanto ao elenco, não houveram muitas novidades (tanto na escalação, quanto no desempenho dos já estabelecidos na trama). Kristin Stewart continua apática e expressivamente perdida (além de continuar a se repetir em suas caracterizações). Robert Pattinson tenta maneirar nos trejeitos emocionais que desenvolveu para o personagem Edward no longa anterior, mas ainda está distante de entregar uma atuação que realmente conquiste o espectador, visto que soa risível a maioria das cenas emotivas desenvolvidas pelo jovem ator. Quanto aos debutantes da saga, devo destacar as presenças iluestres (ou não) de Michael Sheen (Anjos da Noite - A Rebelião), que contenta-se em interpretar um vampiro cliché, com tiques e maneirismos no estilo do Lestat interpretado por Tom Cruise no clássico Entrevista com o Vampiro e de Dakota Fanning (Guerra dos Mundos), que, em resumo, aperece não mais que 3 minutos em toda a projeção.


Quanto à parte técnica, realmente o orçamento mais avantajado fez diferença, já que houve um ganho no que tange os efeitos-visuais (principalmente as criaturas feitas em CGI), mesmo que não convençam por completo, devido a algumas truncagens amadoras (me refiro a transformação dos índios em lobisomens). A cenografia continua amadora, não aproveitando o potencial fotográfico do filme, tendo este quase nenhuma cena panorâmica, optando por closes e mais closes, parecendo até que fora gravado em estúdio. Em resumo, para onde foi todo o investimento? Talvez para as locações na Itália. Contudo, as (poucas) cenas mostradas lá são subaproveitadas pelo roteiro (mais uma vez) raso e superficial, a cargo novamente de Melisa Rosenberg.

Como já dito mais acima, infelizmente Lua Nova é uma decepção. Apesar da troca de comando, Chris Weitz (de A Bússola Dourada) mostrou-se tão incompetente quanto Hardwick, no que tange a dirigir uma produção que, apesar de ter como foco central o romance, também passeia pela aventura e pela ação, aspectos esses um pouco melhor realizados neste em comparação à Crepúsculo, mas que ainda beira ao amadorismo na elaboração de tais cenas.

Contudo, Eclipse já está confirmado para estrear em meados de 2010 e, como a esperença deve ser a última a morrer, esperemos que o altamente valorizado diretor David Slade (de MeninaMá.Com e 30 Dias de Noite) consiga a proeza de elevar a saga a um patamar no mínimo respeitável, visto que os outros responsáveis não conseguiram até agora e, apesar do enorme sucesso destes longas, decerto eles estarão fadados ao esquecimento nos próximos anos, visto que não existe substância suficiente que os façam marcar os milhares de espectadores que os veneram no momento. Nos anos que separam a adolescência da idade adulta, todos esquecerão as má construídas baboseiras apresentadas... pelo menos até agora.

Obs.: Apesar de tudo, a ida ao cinema valeu a pena. Vi o novo trailer de Avatar, que estréia dia 18 de dezembro. Este sim, aparentemente, parece ser um filme atraente. Veremos...

NOTA: 6.

Elenco: Kristin Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Michael Sheen e Dakota Fanning.

Ficha Técnica:
Título original
:The Twilight Saga: New Moon
Gênero
:Romance
Duração
:130 min
Ano de lançamento
:2009
Site oficial
:http://www.crepusculofilme.com.br/
Estúdio
:Summitt Entertainment
Distribuidora
:Summit Entertainment / Paris Filmes
Direção
: Chris Weitz
Roteiro
:Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer
Produção
:Wyck Godfrey e Mark Morgan
Música
:Alexandre Desplat
Fotografia
:Javier Aguirresarobe
Direção de arte
:Catherine Ircha
Figurino
:Tish Monaghan
Edição
:Peter Lambert
Efeitos especiais
:MastersFX / Tippett Studio


Trailer:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DVD: Crepúsculo (Twilight, 2008 / EUA)


SINOPSE:


Isabella Swan (Kristen Stewart) e seu pai, Charlie (Billy Burke), mudaram-se recentemente. No novo colégio ela logo conhece Edward Cullen (Robert Pattinson), um jovem admirado por todas as garotas locais e que mantém uma aura de mistério em torno de si. Eles aos poucos se apaixonam, mas Edward sabe que isto põe a vida de Isabella em risco.

IMPRESSÕES:

Devo admitir que não li nenhum dos livros da super-famosa série escrita pela norte-americana Stephanie Meyer, contudo, se pelo menos metade do que foi apresentado na adaptação cinematográfica do primeiro capítulo, intitulado por aqui como Crepúsculo, realmente devo concordar com a maior parte dos críticos quanto à quase que total superficialidade da trama e dos personagens deste, apesar de tudo, fenômeno literário e cinematográfico. Sendo assim, minha análise se deterá apenas a versão para cinema de Crepúsculo.

A começar pela dupla protagonista da trama, encabeçada por Kristen Stewart (Na Natureza Selvagem), que insiste em repetir as mesmas características em todas as suas personagens (vide, além dos citados, Eu e as Mulheres e Férias Frustradas de Verão) - sempre perdidas, solitárias, góticas, problemáticas, ou seja, estereótipo da adolescente desconectada com o mundo - e Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo) mostra toda a falta de talento interpretativo ao construir um personagem estático, que resume todas as emoções através de expressões de choro ou de sedutor barato de novela mexicana - suas expressões de dor e amor nunca se justificam -, de longe o pior de todos no filme.


Contudo a fragilidade de Crepúsculo passa por muitos outros pontos além da limitação de grande parte do elenco e é descaradamente óbvia. Na parte técnica do longa pouco se salva: a montagem é maçante, a cenografia idem, enquanto os efeitos visuais comprovam a pobreza orçamentária da produção, que de tão paupérrima lembra, do ponto de vista negativo, um episódio piloto-duplo de um seriado mediano norte-americano (com relação aos efeitos, muitas cenas lembram as persguições da série Smallville nas primeiras temporadas, no começo desta década).

O roteiro também desperdiça diversas passagens que poderiam mostrar-se mais interessantes. O romance da dupla Stewart e Pattinson nunca convence por que não é sedimentado na película de maneira crível, na verdade parece mais resultado de uma "paixonice" altamente passageira oriunda do período da adolescência. O filme não é uma tremenda lástima, porém não consegue se sustentar justamente nos pontos dos quais deveriam ser seu foco principal (o romance bem estruturado, o elenco principal, os aparatos técnicos bem-feitos e os efeitos visuais), contudo não detêm êxito.

Por fim, a diretora Catherine Hardwick (de Aos Treze) não demonstra competência para comandar uma produção do gênero, apesar de poder usar como justificativa o baixo orçamento e, em resumo, Crepúsculo é casca sem conteúdo, um produto totalmente alavancado pelo sucesso do original literário. Contudo, apesar dos pesares, o longa faturou bem nas bilheterias e, mesmo nunca justificando tanto barulho (nem mesmo do público-alvo do longa, as adolescentes - serão mesmo apenas elas?) assegurou não apenas uma, mas duas seqüencias. Vejamos se corrigirão alguns dos erros desta primeira produção, já que agora os dólares não serão o problema.

EXTRAS:

Na edição conferida (simples) não há nada além da sinopse oficial, ficha técnica e o trailer do filme e de outros lançamentos.

NOTA: 5,5.

Elenco: Kristin Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke, Ashley Greene, Nikki Reed, Peter Facinelli e Taylor Lautner.

Ficha Técnica:
Título original
:Twilight
Gênero
:Romance
Duração
:122 min
Ano de lançamento
:200
S
ite oficial:http://www.twilightthemovie.com/
Estúdio
:Maverick Films / Goldcrest Pictures / Temple Hill Entertainment / Summit Entertainment / Twilight Productions / Imprint Entertainment
Distribuidora
:Summit Entertainment / Paris Filmes
Direção
: Catherine Hardwicke
Roteiro
:Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer
Produção
:Wyck Godfrey, Greg Mooradian, Mark Morgan e Karen Rosenfelt
Música
:Carter Burwell
Fotografia
:Elliot Davis
Fireção de arte
:Christopher Brown e Ian Phillips
Figurino
:Wendy Chuck
Edição
:Nancy Richardson
Efeitos especiais
:Amalgamated Pixels / Lola Visual Effects / Industrial Light & Magic / Rez-Illusion / CIS Vancouver / Gentle Giant Studios


Trailer: